A bata negra esconde
Apenas para quem não sabe procurar com fé
Aos que vivem a guerra no front
O famoso gesto de ralé
Ela sente o medo de seus pupilos
E sabe que a curiosidade é maior
Sabe que a procura de abrigo
As vezes toma caminho de rosa incolor
Ela sabe, a bata negra
O que fazer para aliviar a dor
Sabe de cor a letra
Dessa música de uma nota só
Ela os tem como dados
Que antes de lançar ela sabe
O resultado tão viciado
Quanto a noite é do fim de tarde
Os dízimos crescem
As indulgências são caras
As almas padecem
O que antes era bom agora acaba
Tudo remonta o momento
Em que o batismo foi comemorado
Junto com o entorpecimento
Parecia que o corpo havia sido lavado
"A vós dou minha bênção
Derramo em vossas cabeças
Água de papoula
Hóstia de cheiro
Vinhos de loiras
Leio palavras de puteiros
Nas minhas mãos sem vida:
O livro sagrado das mentiras"
A bata negra
Enxerga o muro de cima
Não vê, não ouve
As lágrimas de despedida
POSTAGEM TESTE
Há 10 anos
2 comentários:
crítico
reflexivo
cético
realista
Ficou foda, Bóksi!
Que isso Boksi! Precisei ouvir a explicação do próprio autor para enteder. Mas depois disso fez muito sentido e achei muito bom!
Sugiro colocar pelo menos uma menção ao tema exposto ou o começo da interpretação. Assim, fracos como eu poderão entender melhor teus textos.
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